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Capítulo 04 " Pequeno "

  No port?o de entrada da cidade de Melinor

  - Finalmente chegamos - Enquanto Marcus conversava, era possível ouvir os barulhos que aconteciam no centro da cidade, o festival acontecia até o Sol nascer novamente e só depois de finalizar que as pessoas iam pras suas casas e tiravam o resto do dia de folga e voltavam a suas afazeres no dia seguinte.

  - Vou ativar os artistas. - nesse momento, nas m?os de Doam as pupilas do olho come?aram a girar no sentido anti horário e quanto mais rápido giravam mais rápido o olho se fechava, as ocasi?es cobriam o olho. se após fechar por completo o olho expeliu uma sombra preta e se transformou em uma fuma?a negra que cobriu Doam e Marcus por completo e após alguns segundos, se parecia com uma aura negra ao redor dos corpos de ambos.

  Vamos, rápido! - Doam disse enquanto corria com toda a sua for?a e Dom batida logo atrás.

  Em poucos segundos eles passaram pelo port?o e Marcus descobriu que Doam ainda n?o havia parado de correr e curioso perguntou - Por que continuar correndo ? - ele estava curioso, afinal já tinha passado pelo port?o, logicamente falando, estaria tudo bem agora.

  - O efeito da ante oculta??o é em área e uma área bem ampla, e além disso podemos aproveitar o tempo dos artistas para ir o mais longe possível de forma imperceptível - respondeu Doam. Claro, isso partindo do pressuposto de que n?o teria ninguém muito forte em seu caminho, caso contrário chamariam aten??o indesejada, mas apesar disso era de fato a melhor escolha, já que, com o festival, caso alguém estivesse fora da cidade seria t?o suspeito quanto eles e provavelmente só pensariam que estavam fugindo de algo ou alguém, claro, caso n?o fossem fortes o suficiente nem perceberam eles fugindo. eles seguiram um caminho por uma floresta até o sul

  Após algum tempo, o efeito dos artefatos havia sido elaborado.

  - Para onde vamos e quem vamos encontrar? - Doam estava curioso, ele nutria uma certa expectativa, queria descobrir o motivo de seu av? o fazer esperar por 4 anos.

  - Vamos para Solarion. Vamos encontrar uma mulher, n?o sei seu nome, apenas sua aparência. - Nesse momento Marcus falou a m?o esquerda com a palma da m?o externa para cima e após 2 segundos apareceu uma imagem de uma mulher. seus cabelos n?o eram longos, acabavam nos ombros, ela era muito bonita, seus olhos verdes, todo seu rosto era simétrico, a imagem mostrava a partir dos ombros, n?o havia nada mais.

  - Entendo, ent?o demos sorte, n?o precisaremos cruzar outros continentes - Eles poderiam ir direto para o império Solarion. Tanto Asthorn quanto Solarion est?o ao noroeste e eles apenas precisam cruzar uma parte do mar diretamente para Solarion.

  - Demos sorte de estarmos em Melinor, basta ir para Nohri e pegamos um barco até Solarion - Marcus estava surpreso com sua sorte.

  - Será que foi mesmo sorte? - Marcus fez uma pergunta enquanto come?ava a ir para a cidade de Nohri.

  - Você acha que pode ter sido planejado pelo meu av? ? - Doam estava em dúvida, n?o sabia quando nem como seu av? poderia ter o influenciado, seu av? nunca havia mencionado essa cidade em especifica para ele nem nada que tenha rela??o com a cidade, ent?o de que maneira ele poderia ter feito isso. Doam disse - é possível, apesar de eu n?o saber como, existem diversos métodos que possam ser usados. - Doam acenou em concordancia com a cabe?a para Dom e continuou o assunto

  - Habilidades do tipo mentais podem fazer isso. - Doam lembrou de uma situa??o que havia ocorrido com ele em Melinor, após roubar um nobre, em sua fuga ele acabou fugindo para uma ponte próxima a residência do nobre onde haviam preparado uma armadilha para ele, ele n?o sabia por que havia ido para a armadilha, afinal planejava ir para um local completamente diferente, ele parecia estar em transe até que sentiu o perigo. lá havia 4 homens o esperando e todos atacaram ao mesmo tempo com uma variedade de ataques, um dos homens soltava fogo azul por sua boca, um outro se transformava em um grande lobo, um outro apenas dava suporte aumentando as habilidades de seus companheiros e o outro apenas atacava com uma espada, mas sua velocidade e for?a eram aterrorizantes, se n?o fosse pelo artefato de transporte de Doam, ele teria morrido no local.

  Ambos sabiam das possibilidades, mas n?o conseguiam chegar a uma conclus?o. Eles continuaram seu caminho enquanto conversavam sobre Vermont.

  Império Raygor

  Na capital do império, dentro de um castelo, acontecia uma reuni?o entre o imperador e o papa da igreja.

  - Fregor, as prepara??es est?o prontas ? - o papa Filipe perguntou a Fregor. ambos estavam sentados em uma mesa de apenas 2 lugares, um na frente do outro, Fregor n?o ficou feliz quando o papa o chamou pelo nome sem nenhum honorífico respeitoso, ele mostrou uma express?o descontente quando respondeu - O que isso tem a ver com a igreja ? - Fregor respondeu mostrando certo nível de desrespeito igual ao papa, era nítido que ambos estavam descontentes um com o outro, o papa estreitou os olhos e disse - Ambos sentimos as vibra??es do destino, apesar de irrelevantes, sabemos o que isso significa e de onde come?ou, mas você permaneceu quieto e n?o fez nada, você por acaso n?o estaria compactuando com nossos inimigos né ? - O papa sabia o motivo, mas mesmo assim escolheu falar a ultima frase mais como um aviso, que ele poderia usar isso para acusar Fregor.

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  - Você está me chamando de traidor, "pequeno" ? - “Pequeno” n?o era um apelido infantil por causa de sua altura, mas por causa de sua alma.

  Felipe nasceu com uma doen?a espiritual que atrofiava sua conex?o com o destino.

  Enquanto crian?as da família real e da igreja conseguiam prever pequenos acontecimentos, ele mal enxergava um fiapo do futuro.

  Naquela época, todos o viam como alguém menor — alguém que jamais alcan?aria um posto relevante.

  Isso só mudou quando, durante uma miss?o, um alto sacerdote foi mortalmente ferido por um dem?nio. Sem poder deixar que a Autoridade sagrada se perdesse, ele transferiu o que restava de seu poder para Felipe, o único ali com sangue compatível.

  Desde ent?o, Felipe carregava a máscara de um homem poderoso… mas por dentro continuava sendo o “pequeno” de antes.

  Ao ouvir Fregor ressuscitar aquele apelido, seus olhos ficaram vermelhos de raiva. Ele o encarou como se pudesse rasgar sua pele — mas conteve-se.

  - Malditos bárbaros, um mísero festival... como pode ser mais importante do que impedir os vermes ? - Após o momento de raiva o papa mostrou o desagrado com o imperador Gregorio. Seu festival era único entre os impérios, n?o havia nada nem nenhum motivo que o fizessem adiar o festival ou n?o tê-lo, com exce??o do imperador, ninguém sabia o motivo de tanto zelo por um mero festival.

  Após discutirem o assunto um pouco mais, o papa Felipe levantou e seu corpo emitiu um brilho e ent?o de desintegrou em milhares de peda?os de luz branca. ele havia voltado para a igreja, Fregor permaneceu sentado com uma express?o séria e disse - Informem os outros impérios, digam que Vermont... - nesse momento uma mulher entrou na sala de repente, ela estava ofegante, suada e com uma express?o de horror e cansa?o. - Você ousa entrar aqui sem permiss?o, me diga qual o motivo de tamanha afronta ?. a mulher estava ofegante e gaguejava.

  - senhor... huf huf huf, é urgente huf huf huf... - nesse momento Fregor levantou sua m?o direita e o cansa?o e suor sumiram, ela n?o sentia mais nenhum cansa?o e ent?o se ajoelhou e se desculpou antes de continuar

  - Sua alteza real, imploro que me perdoe pela minha afronta, mas o assunto é urgente, é sobre Ghudá. - ela fez uma pausa e o imperador mudou de express?o e estreitou os olhos e disse. - Venha comigo. - após dizer isso ele sai da sala com a mulher a seguindo logo atrás mantendo a cabe?a baixa a todo momento. Eles entraram em uma sala e disse. - N?o deixe ninguém entrar e selem a sala - a mulher sabia que o imperador n?o estava falando com ela e permaneceu calada e de cabe?a baixa. Uma voz surgiu do nada e disse - cumprirei suas ordens Sua alteza real - O dono da voz n?o apareceu quando a porta se fechou sozinha e os entornos da sala se distorceram e tudo ficou iluminado, n?o havia tochas nem lampadas da sala, mas ela estava clara como o dia.

  Fregor subiu alguns degraus e sentou em uma cadeira que parecia um trono, mas era pequena, olhou para a mulher e disse. - Maria, me diga o que aconteceu em Ghudá! - Maria se ajoelhou e respirou fundo para come?ar a dizer. - a mais ou menos 1 dia, a fuma?a que circundava todo o continente do império Ghudá come?ou a se distorcer incontrolavelmente, a terra tremia e um buraco de um pouco mais de 8 metros apareceu e se fechou instantaneamente. Como isso nunca tinha acontecido antes, voltei correndo para informá-lo. -

  Ela continuou ajoelhada e de cabe?a baixa a todo momento. Fregor estava pensativo e a informou que iria a recompensar por suas contribui??es para o império. - Sua alteza real, n?o sou digna de tamanha honra, mas gostaria de pedir apenas para ver minha família, mesmo que por alguns minutos, por favor. - Fregor colocou suas m?os no queixo e pensou por alguns segundos antes de concordar e disse - muito bem, você ainda será recompensada, fora isso lhe darei 2 op??es. A primeira é ter um dia inteiro para fazer o que quiser e mesmo que eu precise, n?o irei solicitá-la. A segunda é ter 1 semana, mas irei solicitá-la a qualquer momento, claro, se precisar. Qual será sua escolha ? - Maria ficou em silêncio por alguns minutos quando disse que escolheria a segunda op??o, para ela era a melhor op??o, pois, apesar da incerteza ela teria mais tempo para passar com sua família.

  - Muito bem, você pode sair agora. - Maria andou até a porta e ela se abriu sozinha. Fregor ficou sozinho na sala quando disse - Maldito Vermont, tenho certeza que você planejou isso. - Olhou para cima e encarou o teto antes de dizer - digam que Vermont come?ou a se mexer. Vamos ver a rea??o deles e sua posi??o em rela??o a vermont- Ele estava se referindo ao que havia dito antes para informar os imperadores antes de ser interrompido, ele completou a mensagem e a mesma voz de antes disse, sem aparecer - Sua alteza real, ire imediatamente. - A voz disse, mas Fregor recusou e disse. - N?o Victor, esque?a, enviarei pessoalmente. - a voz respondeu. - Como desejar sua alteza real. - Fregor suspirou e acariciou a testa enquanto pensava 'tantos problemas em t?o pouco tempo'.

  Na cidade de Nohri

  Em um restaurante local

  Dois homens almo?avam e conversavam tranquilamente quando um homem apareceu diante deles. - senhor Izaque e Tobias ? - os dois homens sentados na mesa confirmaram e o homem puxou uma cadeira e se sentou com eles e disse. - Aqui est?o suas identidades e documenta??o, s?o 5 Troks. - Troks era a moeda utilizada em Asthorn, em suas notas havia a imagem do primeiro imperador de Asthorn e havia 1, 5, 10 , 50, 100 e 1.000. Dom pegou os documentos e pagou ao homem o dinheiro e entregou a identidade de Izaque para Doam, pagou também o almo?o e foram ao porto para pegar um barco até Solarion. Lá descobriram que havia 3 tipos de passagens, as comuns, as medianas e as altas, as altas custavam 4.500 Troks as medianas custam 1.500 Troks e as comuns custavam 100. suas economias n?o estavam das melhores e eles pegaram passagens comuns. A viagem duraria em torno de 1 semana, o barco era movido n?o só pelo vento, mas por habilidades do tipo aquáticas que impulsionaram o barco ainda mais e como era um rota em que ambos os impérios Solarion e Asthorn cuidavam, era seguro, a menos que fosse uma ocasi?o específica ou algo fora do comum.

  Após comprar as passagens eles andaram pelo porto e viram diversos trabalhadores, inclusive mulheres e crian?as, idosos e doentes. Geralmente ambos eram da mesma família e juntavam suas rendas para conseguir sobreviver.

  - Pai, terminei de limpar o casco do barco. - o menino parecia ter 13 anos, já havia trazido sua primeira ca?a pra casa, ele havia ca?ado no mar um diabo negro.

  - Vá até o capit?o pegar o dinheiro e voltar para casa e preparar a comida da sua m?e. - A m?e do menino estava doente e n?o conseguia trabalhar, o pai come?ou um trabalho muito mais para compensar a renda da parte de sua esposa.

  - OK! - O garoto pegou seu dinheiro e voltou correndo para casa. - Doam e Dom que agora se chamavam Izaque e Tobias, olharam para a cena e viram que o barco que o garoto tinha limpo era o barco em que iam viajar e percebendo que estava preso a partir deles escondidos no barco e foram até seus quartos, que por serem comuns eram compartilhados com outras pessoas.

  Eles apenas entraram e se sentaram numa mesa perto de uma janela no barco, ambos olhando para o mar com express?es expressas no rosto, eles estavam pensando o que Vermont exatamente deles e o que havia no futuro queria deles.

  A noite, na mesma mesa e cadeira, Doam estava dormindo sentado na cadeira, mas, em seu sonho havia uma terra desconhecida, ele olhou para seus pés e viu nuvens e ao olhar para o céu viu árvores crescendo pra baixo e quando olhou pra frente e viu um castelo ele acordou, estava coberto de suor, seus olhos estavam arregalados, ele sentiu um horror indescritível do qual n?o sabia a origem, ao olhar para os lados e ver algumas pessoas que compartilhavam seu quarto dormindo ele relaxou e descobriu 'Que sonho estranho foi esse ?'.

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